Precisando de ajuda com seu cãozinho??

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Quando adquirimos um cão, estamos realmente introduzindo um novo integrante à nossa família. Sendo assim ele é parte importante de nosso cotidiano e deve estar em sintonia com todas as regras estabelecidas dentro da casa, favorecendo uma convivência mais saudável com o resto da família.

A única diferença é que ele não se comunica da mesma forma que nós humanos e ensiná-lo a cumprir algumas dessas regras criadas por nós pode ser um pouco diferente do que imaginamos mas faze-lo é nada mais que a nossa obrigação para que ele possa ser cobrado por seus comportamentos. Digo isso porque na cabeça de um cão pode ser muito lógico fazer xixi nos tapetes da casa, cavar o jardim e rosnar para defender sua própria comida mas essas não são condutas desejáveis para o convívio conosco e é isso que devemos dizer a ele.

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Portanto para que possamos ter uma convivência tranquila com nossos parentes de quatro patas, devemos envolver a família toda nesse processo de educação e ajuda-lo a entender que se comportando da forma que desejamos será muito mais vantajoso para ele pois receberá mais carinho, atenção e terá muito mais liberdade e proximidade com a família. O valor de um cão está em seu comportamento e só com nossa ajuda ele pode se desenvolver e superar todas as nossas expectativas.

Aqui temos algumas dicas para resolver problemas comuns que muitos proprietários enfrentam no dia-a-dia. Essas soluções não são regras e podem sofrer alterações de acordo com o temperamento do cão ou o contexto em que acontece o comportamento indesejado. Caso não consiga sozinho, ficaremos muito felizes em ajuda-lo.

 

  • Fazer as necessidades no local certoOpen or Close
    dicas7 Para os donos de cães essa é a maior dificuldade disparada em todo o processo de educação de seus peludos e isso é resultado de uma cultura antiga, baseada em conceitos errados, broncas e atitudes que só atrapalham o entendimento do cão e o induzem ao erro.

    Antes de tudo, devemos entender que o conceito de local certo e errado para fazer xixi é uma regra criada por nós (humanos) e se quisermos que nossos cães a obedeçam, devemos ensina-la com muita paciência e dedicação. Nunca poderíamos cobrar algo que ele ainda não aprendeu ou mesmo achar que está fazendo isso só para nos irritar. Dar broncas ou esfregar o focinho do cão no seu próprio xixi é pouco inteligente, abusivo e além de tudo muito anti-higiênico.

    O momento ideal de ensinar o cão a fazer as necessidades no lugar que queremos é assim que ele chega em nossa casa. Assim aceleramos o aprendizado evitando que ele faça e aprenda de forma errada por muito tempo, criando um mau hábito. Prevenir é sempre o melhor caminho!

    Se for novo e tiver entre 2 a 4 meses de vida, melhor ainda, afinal essa é a idade em que ele está mais suscetível a aprender toda a parte de habituação, socialização e as regrinhas da nossa casa. Se for um pouco mais velho ou mesmo adulto não tem problema, seguindo a forma correta de treinamento eles são capazes de aprender da mesma forma que cães novos, alguns só terão mais dificuldades devido ao seu histórico e alguns vícios adquiridos com a idade.

    Todo o treinamento leva, em geral, poucos meses, dependendo de cada cão e da nossa consistência e dedicação para ensina-lo. O mais importante é que se respeite o tempo de cada um e se utilize sempre técnicas que priorizem o bem-estar deles para atingir nossos objetivos.

    Essa é a forma como ensinamos os nossos cães e a que julgamos a mais indicada:

    Primeiramente devemos planejar onde será o “banheiro ideal“ para o cão. Deve ser um local de fácil acesso para ele, que seja fácil de limpar e, de preferência, não muito próximo de onde o cão dorme e/ou se alimenta. Geralmente pessoas que moram em residências preferem que seus cães façam as necessidades no quintal e quando moram em apartamento preferem áreas como lavanderia e varanda mas isso fica a critério de cada família.

    Como o nosso objetivo inicial é evitar que o cão erre, não faria sentido deixa-lo solto pela casa toda sem supervisão pois estaríamos dificultando muito pra que ele acertasse o lugar. Portanto, restringimos um pouco a área onde ele fica e disponibilizamos uma área maior de fraldas (ou jornal) para que ele tenha mais chances de acerto. Ele deve permanecer grande parte do dia nesse local e sempre que fizer as necessidades onde queremos deve ganhar muitos elogios, carinhos, petiscos, brinquedos, festa... Enfim, nessa hora vale tudo! O importante é que o cão entenda que é muito bom usar o “banheirinho“ e se esse comportamento se repetir mais vezes ele ganhará muitas coisas boas.

    É importante lembrar que deixar o cão em uma área restrita impede que ele faça as necessidades onde não deve e até certo ponto contribui para o seu aprendizado, mas não é realmente o que confirma para o cão que aquele é o lugar certo de fato. A nossa supervisão e principalmente os nossos elogios quando ele acerta é que darão a ele a certeza que está no caminho certo. Portanto, é bom se preparar para acompanhar o cão muitas vezes por dia ao banheiro. Quando novos, o ideal é que isso seja feito de hora em hora e à medida em que ele ficar mais velho esse intervalo vai aumentando gradativamente.

    Aproveitamos a hora em que o cão acabou de se "aliviar" para ficar com ele em outros ambientes da casa, brincar na cozinha, sentar juntos no sofá da sala e realizar outras atividades que farão parte do seu dia-a-dia, sempre lembrando que não devemos abusar desse tempo longe do banheiro. Esse intervalo só pode aumentar quando tivermos a certeza que não há chance dele ter uma "recaída". Assim que estiver na hora, devemos conduzi-lo para o lugar dele sempre que possível no chão para que vá aprendendo o caminho até o banheiro de diferentes pontos da casa, facilitando a continuidade do treino.

    Com o passar do tempo a situação vai ficando mais próxima da ideal. O tempo em que o cão fica com a gente nas outras partes da casa aumenta, o número de fraldas (ou quantidade de jornal) diminui até chegar ao tamanho que desejamos e ele passa a se dirigir ao local certo quando tem vontade de fazer as necessidades sem que a gente o leve. Se tudo correr bem ele ficará totalmente confiável para ficar solto em casa tendo sempre o banheiro à disposição e não errará mais na hora de fazer seu xixi.

    A seguir, temos algumas observações que são igualmente importantes e fazem parte desse assunto. Devemos sempre estar atentos a elas:

    Broncas: Deu para perceber que em nenhum momento foi dito para penalizar o cão batendo com jornal, esfregando o focinho, gritando ou atirando objetos contra ele durante o treinamento. As receitas são infinitas e todas desaconselháveis. Quando damos bronca em um cão que fez suas necessidades onde não devia, não estamos ensinando nada e dependendo da forma como ela ocorre pode gerar problemas muito mais sérios para o cão.

    Aquela famosa carinha que muitas pessoas descrevem como "ele sabe que aprontou" é comprovadamente uma ferramenta do cão para acalmar o dono, não tendo relação nenhuma com o fato dele ter realmente feito o xixi onde não queremos. Na verdade, ele nem lembra que o xixi é dele e só age daquela forma para evitar uma bronca que para ele não tem sentido mas que imagina que vá acontecer.

    A bronca que o cão recebe, geralmente quando chegamos em casa e vemos todo aquele "estrago" no meio da casa, é a principal causa da coprofagia (ato de comer fezes) canina. Ele associa que a soma dele, das fezes com o dono no mesmo ambiente sempre resulta em punição, portanto ele começa a comer as próprias fezes em uma tentativa desesperada de esconder o que está lá para que o dono não veja. Sim, a falta de orientação pode causar péssimos costumes.

    Penalizar seu cão nessas condições só faz com que ele passe a fazer as necessidades nos locais mais escondidos possíveis como atrás do sofá, embaixo da mesa, atrás da cortina. Se a nossa intenção é manter a casa limpa, dar broncas só dificulta esse serviço.

    Tempo: Ensinar um cão a fazer as necessidades no local certo é simples mas requer uma coisa que a grande maioria da população que vive em grandes centros urbanos não tem nem pra ela mesma: tempo disponível. Sendo assim, devemos aproveitar todas as possibilidades possíveis para premiar o cão e até favorecer para que essas chances se multipliquem. É fato que quanto mais água um cão ingere, maiores são as chances dele fazer xixi em seguida. Portanto, fazer com que ele beba mais água nos dá mais possibilidades de premiação e acelera o processo de aprendizagem.

    Uma prática comum com filhotes é fazer uma "sopa" de carne, diluindo um pouco de carne em água e estimulando ainda mais seu interesse pela água. Depois de oferecer essa mistura (que é recomendada para consumo imediato) é só estar atento para não deixar passar nenhuma oportunidade.

    Como cada caso é único e existem muitas variantes envolvendo cada um, essas dicas devem sofrer alterações e se adaptar à realidade de específica da sua casa. É importante que se esteja bem seguro do método utilizado pois é um treinamento de médio a longo prazo e requer muita consistência para que o cão entenda tudo da melhor forma possível.

    Havendo dificuldades agende uma visita conosco aqui.
  • Não pular em você nem em visitasOpen or Close
    dicas3 Esse comportamento é muito comum entre cães mais jovens e geralmente foi "ensinado" pelos próprios donos do cão quando ele era pequeno, mesmo que sem querer. Posso até explicar como isso aconteceu.

    Quando o cão é filhote e coloca suas patas no dono, na maioria das vezes ele é recebido com carinho. Assim confirmamos e premiamos esse comportamento com todo o nosso afeto. Em muitas vezes é o próprio dono quem chega a pegar o cão no colo para dar carinho, sem se dar conta que esse filhote vai crescer e querer receber o mesmo carinho que recebia na altura do colo quando era mais novo. Sendo assim, imaginem a confusão que geramos na cabeça do cão que sempre pôde pular e agora, só porque cresceu, seu comportamento de sempre se tornou errado.

    Para que ele deixe de pular, devemos ensina-lo uma forma muito mais efetiva de ganhar carinho, a forma como nós humanos gostamos de ser recebidos, que geralmente é com o cão sentado. Ensinando-o a sentar, pedindo que ele se sente sempre que o encontramos e recompensando-o (com carinho, petisco ou brinquedo) ele irá associar que é muito mais vantajoso para ele se sentar do que pular para chamar a nossa atenção. Pode ser difícil conseguir isso no momento que chegamos em casa, depois de um dia todo longe do cão, no início do treinamento. Por isso é muito importante que sejam realizadas pequenas sessões de aulas sempre que estivermos em casa e que ele estiver um pouco mais calmo e suscetível a obedecer ao comando.

    O mais importante é que todos da família tratem o cão da mesma forma e não deem carinho a ele quando pular. Fazendo isso estariam colocando todo o processo de educação a perder e confundindo mais ainda o cão. Há pessoas que gostam de receber esse tipo de "abraço", nesse caso sugerimos que seja criado um comando para que o cão pule de uma forma mais controlada e só mediante ao comando do dono.
  • Não brincar mordendoOpen or Close
    dicas4 Quem já viu cães brincando alguma vez sabe que esse tipo de brincadeira é muito comum no mundo canino, é um comportamento lógico mas não aceitável para nós humanos. Não é nada agradável quando levamos essas mordidas, mesmo que por brincadeira. O pior é que há muitas pessoas que estimulam esse comportamento incentivando o cão a brincar de “lutinhas“ na infância ou mesmo provocando-o com as mãos e dando beliscos em sua pele. Esse cachorro crescerá e a mordida que já não era algo bom se tornará dolorosa e perigosa para crianças e pessoas mais velhas.

    Para inibir esse comportamento devemos ser muito consistentes em mostrar ao cão aquilo que valorizamos nele. Portanto, a partir do momento que ele começa a se exaltar e brincar de forma brusca, devemos mostra-lo toda a nossa indiferença e “sair de cena“ sempre que esse comportamento ocorre. Quando ele já adquiriu esse comportamento, devemos propiciar situações que facilitem o nosso contato com o cão de uma forma mais calma, dando-o algo para ocupar a boca enquanto podemos alisa-lo e acaricia-lo e confirmar a ausência das mordidas. Podemos fazer isso dando a ele um brinquedo, osso (somente para cães que não apresentam-se agressivos com ossos) e principalmente petiscos líquidos. Esse tipo de petisco pode vir em uma embalagem do tipo roll-on onde o cão deve lamber o ponto certo para receber a recompensa. Enquanto ele se distrai com a recompensa, deve ser premiado e receber nosso carinho de forma calma.

    Lembre-se que para dar a recompensa ao cão e iniciar a sessão de treinamento ele não deve estar te mordendo, pois dar uma recompensa nessa situação seria premia-lo por um comportamento errado. Esse treinamento deve ser feito em horários convenientes onde o cão já esteja mais cansado, depois de um longo passeio ou de qualquer período de atividade intensa seria o momento ideal para iniciar.
  • Obedecer quando chamadoOpen or Close
    dicas6 É muito bonito ver cães soltos no parque, interagindo com outros cachorros e pessoas livremente que, quando chamados pelo dono, voltam correndo espontaneamente. Isso é o sonho da grande maioria dos proprietários de cães que eu tenho contato mas, assim como outros comportamentos citados anteriormente, requer disciplina, treinamento e principalmente muito bom senso dos donos no dia-a-dia.

    Devemos nos fiscalizar para não atribuir ao chamado um significado ruim ou duvidoso para o cão. Chama-lo para dar uma bronca ou mostrar algo que ele aprontou, além de não ser uma prática correta, só o deixará em dúvidas quanto ao seu objetivo em chama-lo. Dentro de casa, sem nenhum tipo de distração, ele até pode ir ao encontro do dono por ter a uma pequena possibilidade de ganhar um carinho ou petisco em outros lugares, mas em condições mais favoráveis para ele, como estar brincando com outros cães na praça ou tendo a possibilidade de perseguir uma bicicleta na rua, o chamado não terá valor suficiente para que ele nos obedeça e assim irá preferir os outros estímulos do ambiente ao chamado.

    Partindo desse ponto, só podemos chamar o cão até nós se ele obtiver grande vantagem com isso (comida, carinho, brinquedo, etc.), sem deixar dúvidas que vir até nós é sempre melhor do que o que está acontecendo ao redor. Isso não é algo treinável na rua. Todo o processo deve-se iniciar em casa, onde não há nenhum risco de fuga do cão. Brincadeiras de esconde-esconde e chamados surpresa durante alguns períodos do dia são sempre bem-vindos e contribuem para que o cão crie interesse em vir até o dono. Quando ele já está bem condicionado em casa e queremos iniciar o treino na rua, sempre devemos fazer uso de material de segurança como uma guia longa ou fazer isso em um espaço cercado até o ponto do cão ficar confiável nas mais diversas situações encontradas no dia-a-dia. Lembramos que muitos cães não são e alguns nunca estarão aptos a ficar soltos na rua devido a uma série de fatores como: idade, temperamento inseguro, falta de socialização e habituação ou falta de controle dos donos. Portanto não aconselhamos que se solte cães sem o máximo de segurança e controle ou até o acompanhamento de um profissional. Se você tem dúvidas que o seu cão voltará quando chamado, mantenha-o na guia em segurança.
  • Não latir para chamar a atençãoOpen or Close
    dicas6 Assim como em todos os casos anteriores a melhor solução é a prevenção. Mas principalmente nesse, quando recompensamos indevidamente o cão no início fica muito mais difícil de se resolver o problema.

    O que as pessoas não entendem é que o objetivo do cão em latir é simplesmente atrair a nossa atenção e mesmo quando vamos até o cão para dar uma bronca, manda-lo calar ou gritar com ele, mesmo que de longe, estamos respondendo a esse chamado e confirmando esse comportamento.

    Na próxima vez que ele estiver se sentindo sozinho já sabe que é só latir e será questão de tempo para aparecermos. É comum que esse chamado se inicie mais durante a noite, quando o cão fica mais sozinho, depois passa a latir para conseguir tudo o que quer quando entende que é correspondido.

    Para inibir esse comportamento devemos dar atenção ao cão somente quando ele não está latindo, nessa hora podemos interagir e fazer carinho, justamente para premiar o comportamento desejado. No instante em que ele começa a latir e insiste em chamar a nossa atenção dessa forma, deve ser tratado com total indiferença. A falta de atenção é a nossa melhor resposta para esse tipo de comportamento, para que o cão entenda que não obtém nenhuma vantagem em nos chamar latindo.

    Deve-se também ser muito consistente para não resistir a um longo período ignorando os latidos do cão e depois de horas aparecer e dar uma bronca nele, pois ao fazer isso não estamos somente premiando-o por latir mas também ensinando-o que deve insistir por várias horas para ter seu chamado atendido.

    Esse comportamento também pode ser fruto de uma série de fatores que devem ser observados antes de se iniciar o treinamento. Pode ser resultado da frustração do cão por não ter atividades suficientes ou interação com humanos o bastante em seu dia-a-dia.

    O cão é um animal doméstico e como tal não deve ser deixado em casa sozinho o dia todo sem companhia, atividade e distração. Se o seu cão vive nessas condições, provavelmente ele poderá desenvolver alguns problemas comportamentais sérios.
  • Não fugir pelo portãoOpen or Close
    dicas5 Todos os comandos e exercícios devem ser treinados com o máximo de segurança possível, mas esse exercício especificadamente requer muito cuidado. Devemos levar em consideração que o cão ainda estará em processo de aprendizagem e que qualquer falha pode causar um acidente grave ou até mesmo a perda do cão. Sendo assim, devemos trabalhar com uma guia longa dentro do perímetro da garagem sem o menor risco dele conseguir atingir o objetivo inicial de sair para a rua.

    Lembrando que não é interessante deixar que aconteça uma fuga para que se inicie o treinamento, o ideal é que se faça um trabalho de prevenção e que, de preferência, o cão nunca tenha sequer passado pelo portão de automóveis quando aberto. Isso facilitará muito o condicionamento do comportamento que desejamos. O treinamento se inicia com o portão fechado e utilizando uma superfície (tapete, pano ou cama) onde exigiremos que o cão nos aguarde quando chegamos em casa. Começamos conduzindo o cão rapidamente até esse local e premiando-o bastante com um petisco que o estará esperando lá. Assim ele entenderá que é sempre muito bom estar lá e que obterá mais vantagem chegando o quanto antes.

    Quando ele já tem uma impressão positiva dessa superfície e está muito estimulado a chegar lá o quanto antes damos início às distrações e podemos manter uma fresta do portão aberto, dificultando um pouco para o cão.

    Na sequência do treinamento, o ideal é que o portão vá ficando cada vez mais aberto e que consigamos que o cão se dirija ao local desejado de forma espontânea assim que liberemos a guia. A partir daí, com o cão habituado ao portão aberto, trabalhamos o timming dele correr ao local. Utilizaremos o momento exato que o portão abre, associando o movimento do portão com a hora dele se dirigir à cama. E, finalmente, trabalhando em duas pessoas (uma entrando com o carro e a outra conduzindo o cão) chegamos ao cenário próximo do real, quando chegamos em casa.

    Por se tratar de um comportamento que exige muita responsabilidade e condicionamento, recomendamos o acompanhamento de um profissional capacitado para orientar o treinamento.
  • Ansiedade de separaçãoOpen or Close
    dicas2 Roer os móveis da casa, uivar, mutilar-se, arranhar as portas, falta de apetite. Todos esses problemas, que à primeira vista parecem não apresentar nenhum tipo de relação, podem estar ligados à mesma causa.

    A ansiedade por separação é o que chamamos de doença dos cães modernos, que sofrem com a carência do ser humano e a sua falta de tempo livre para interagir com os cães. Em casos mais graves pode ser responsável por séria debilitação física e psicológica do cão. Portanto, se o seu cão apresenta alguns desses sinais, fique atento e mude a sua rotina o quanto antes. Se ainda não apresenta, siga nossas orientações para evitar uma dificuldade maior no futuro.

    Trata-se mais uma vez de um erro de comunicação entre as pessoas e seus próprios cães, onde sem querer acabamos valorizando um comportamento indesejado e fazemos com que ele se repita com mais intensidade.

    Costumo dizer aos meus clientes que nós temos muitas ocupações na vida como: família, amigos, trabalho e uma série de atividades e problemas. O cão só tem a nós e o que nós proporcionamos para ele, sendo assim, devemos estar atentos se ele possui a carga de atividades necessária para gastar sua energia e se manter psicologicamente saudável.

    Devemos observar, entre outras coisas, se ele passeia com regularidade, tem um espaço físico suficiente, atividades na hora de se alimentar e brincar, uma rotina disciplinada (não especificadamente adestramento, mas se compreende e obedece as regras básicas de convivência da casa), se tem um ambiente que o estimule a exercer atividades enquanto estamos fora. Esse é o primeiro ponto, se estamos seguros disso e entendemos que nosso cão tem uma rotina saudável e estimulante, passamos para a segunda fase da análise.

    Muitos donos, acham linda aquela festa que o cão faz quando chegamos em casa, ou a sua dependência em relação à família para sentir-se bem. Isso é um comportamento muito compreensível em nós humanos, que trabalhamos o dia todo, sofremos com a rotina do dia-a-dia e somos carentes à procura de alguém que reconheça a nossa importância. Um comportamento compreensível mas longe de ser correto. Nosso principal dever como bom dono de um cão é faze-lo sentir-se bem mesmo na nossa ausência, seria egoísmo pensar o contrário. Portanto, devemos ensiná-lo também que ficar sozinho é bom e que ele não deve temer pois sempre voltaremos e não dando todo o carinho que podemos nas poucas horas no dia que o vemos, pois agindo assim estaríamos estimulando-o a sentir cada vez mais saudades desse momento de prazer para acabar com o peso na nossa consciência.

    Carinho em demasia, excesso de “mimos“ e falta de disciplina são ferramentas poderosas para gerar problemas nos psicológicos nos cães e devem ser evitados à todo custo.

    Condicionamos isso acostumando-o com essa situação de forma positiva, trata-se de um processo de habituação gradual onde acostumamos o cão com a nossa ausência aos poucos, sempre mantendo-o em condições favoráveis para que fique bem.

    No início só podemos deixa-lo sozinho logo após uma boa caminhada ou um longo período de brincadeira, o ideal é que deixemos com o cão coisas para ele se distrair como: ossos, objetos com o nosso cheiro e até algum rádio ligado em volume baixo. Saímos do apartamento/casa e voltamos em pouquíssimo tempo, menos de um minuto. Fazendo isso ele praticamente não se importará com a nossa ausência e entenderá que obtém vantagens também com ela.

    O tempo que ficamos longe do cão deve ser “fracionado“ o máximo possível, evitando longos períodos de estresse e associação negativa. Se temos a possibilidade de passar em casa na hora do almoço, dar um passeio com o cão e verificar se ele está em boas condições, será sempre muito benéfico. Na sequência do treinamento devemos aumentar gradativamente o tempo em que ficamos ausentes até que se torne o mais próximo da nossa realidade e cumpra com as nossas necessidades diárias, sempre usando o bom senso e respeitando o limite de cada cão.

    Creche Canina

    Surgiu como uma ótima solução para as pessoas que não tem tempo para realizar esse tipo de treinamento ou entendem que não são capazes de preencher todas as necessidades físicas e psicológicas dos seus cães devido ao trabalho, estilo de vida ou falta de motivação.

    Nela, oferecemos atividades diárias como gincanas, exercícios básicos de obediência e muita brincadeira para os cães, além da comodidade do serviço de leva e traz e a possibilidade de levar seu cão ao veterinário para consultas, vacinas e banhos.

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