
O adestramento de cães é sempre um tema muito polêmico em nosso dia-a-dia. Muitas pessoas têm um conceito de adestramento totalmente diferente do correto pois, na maioria dos casos, ouviram por aí algumas ”inverdades” sobre esse trabalho, o que acaba por se espalhar cada vez mais pela cabeça das pessoas. Eis aí alguns exemplos desses “mitos” e também algumas verdades sobre o adestramento de cães.
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Estamos tratando de um dos mais comuns mitos para muitos donos de cães. Esse mito surgiu através de vários motivos, alguns superados e outros que dependem da participação da família e do tratamento que dão ao seu cãozinho.
Alguns proprietários de cães e suas famílias que não participaram do adestramento e não sabem conduzir o cão de forma correta falam que o cão nunca obedecerá a eles igualmente ao treinador.
Tudo isso por uma razão muito simples, o cão é um animal muito inteligente, e assim, ele percebe quando não é conduzido de forma correta e aproveita para “tirar uma casquinha” quando isso ocorre. A família deve participar dos treinamentos e estar familiarizada com os comandos ensinados. Esse problema pode ir mais adiante também. O cão, por achar que nós também somos cães, apresenta um conceito de matilha muito forte e para o adestramento funcionar, você tem que mostrar ao seu cão que você é o líder da matilha, não com base na violência e coação, mas sim com correções inteligentes. Dessa forma, com participação no treinamento o cão obedecerá também ao dono.
E, por fim, um fator que colaborou para esse mito se espalhar por ai é a forma como os primeiros profissionais trabalhavam.
O cão obedecia por medo do adestrador e, como não tinha medo da família, não os obedecia. Com o avanço das técnicas de adestramento o cão agora obedece por prazer em realizar as tarefas, e assim obedece a todos, inclusive crianças e idosos.

Muitas pessoas acreditam que o adestramento só pode ser iniciado a partir do sexto mês de idade. Antes do adestramento, é necessário educá-lo para ele fazer as necessidades no lugar certo, não pular, não morder, não entrar em casa, não sair pelo portão etc. Essa educação é muito importante para o sucesso do adestramento e deve ser feita desde os 2 meses de idade. Para que esperar nascerem os problemas se podemos evitá-los?
Com relação à parte de comandos, o cão está apto a aprender comandos simples como sentar, deitar, dar a pata e obedecer quando chamado desde o segundo mês de vida.
Portanto não precisamos esperar o cão completar 6 meses para contratar um adestrador, procure auxílio de um profissional com conhecimento em comportamento e bem-estar animal e ele o ajudará a educar melhor o seu cãozinho.

Infelizmente, isso já foi uma verdade. Antigamente os profissionais usavam métodos totalmente rudimentares para adestrar cães. O trabalho era feito na maioria das vezes com uso excessivo de violência. Como conseqüência disso o cão obedecia por medo e esse medo era refletido em seu comportamento.
Hoje através de técnicas modernas de adestramento sem castigo, o cão é induzido a realizar tarefas por meio de petiscos e brinquedos e, portanto, essas passam a ser algo muito prazeroso para o cão. Sendo assim ele fará o exercício sempre muito contente.
O adestramento serve para melhorar o convívio dos cães com seus donos.
Sendo assim, cães de qualquer raça podem se beneficiar do adestramento.
Cães pequenos podem apresentar os mesmos defeitos de cães de grande porte (roer móveis, morder pessoas, pular nas visitas), defeito esses que devem ser corrigidos, não importa o tamanho.
E, ao contrário do que muitos pensam, cães de pequeno porte podem aproveitar muito o adestramento.

Grandes especialistas em comportamento dizem que: Enquanto o coração bate o cão está aprendendo. Esse conceito é igualmente aplicado no ser humano. As crianças têm mais facilidade no aprendizado que os adultos e idosos, porém os adultos também são capazes de aprender e muito.
No caso do cão é mais fácil você ensina-lo quando filhote pois é como escrever em uma folha em branco, já o cão adulto apresenta muitos vícios e manias que são mais difíceis de serem corrigidas, no entanto ele pode aprender sim, nunca é tarde para começar.

A grande maioria das pessoas diz que não tem dúvidas quanto a essa verdade, mas quando questionadas sobre a educação de seus cães não negam que também dão suas palmadinhas nos peludos de casa.
O que elas não sabem é que esse tipo de bronca direta é muitas vezes mal interpretado pelo cão, com razão. Para que tenha o efeito desejado essa bronca deve ser aplicada no momento e intensidade exatas para a ocasião ou então o cão pode não compreender o motivo da bronca e a relação entre vocês ficará abalada desnecessariamente.
Quanto ao treinamento sem a utilização dessas broncas, podemos dizer que ele pode apresentar a mesma eficácia do método “antigo” e ainda mostrar muitas vantagens.
O cão está apto a aprender tanto comandos como comportamentos por associação e repetição, sendo assim cabe a nós, humanos, induzir o cão a esses comportamentos desejáveis para que ele possa ser recompensado. Com o passar do tempo e recebendo as recompensas na hora certa o cão aprende o que é vantajoso e o que não é.
Correções, de preferência, nunca devem ser feitas diretamente pelo dono e sim de algum modo com que o cão não perceba quem aplicou a bronca como por armadilhas e técnicas de adestramento e assim a relação de vocês não ficará desgastada.

Como sabemos o cão não é o animal mais inteligente que existe, nem o segundo. Está atrás de chimpanzés, golfinhos e alguns outros.Mas é de longe o animal que teve o convívio mais próximo com os humanos ao longo da história.
Essa longa relação existente entre as duas espécies deu ao cão características muito interessantes e o cão de hoje é muito sensível aos sinais emocionais e corporais do ser humano. Tão sensível que com essa interação acaba, em diversos casos, adquirindo algumas características comportamentais de seus “colegas” humanos como ansiedade, agressividade e medo.
Essas características não são adquiridas sem nenhum motivo, mas sim pelo fato do cão adotar o ser humano como um membro de sua matilha e em resposta a algumas atitudes equivocadas dos humanos ser incentivado a tais comportamentos indesejados.
Um exemplo disso é quando está chovendo e o cão corre para entre as pernas do dono. Se ignorado ele vai entender que não há motivo para temer pois seu “líder” está tranqüilo e a chuva não representa uma ameaça maior. Porém se o dono ficar com dó e pegar o cão no colo tentando confortá-lo ele não vai se sentir encorajado, pelo contrário, pode ficar com mais medo ainda pois estará ganhando carinho no momento em que está com medo. Está sendo recompensado por esse comportamento. Pode até chegar a entender que você também está com medo e está se juntando a ele nesse momento difícil. Com certeza na próxima chuva essa manifestação de medo só tende a aumentar.
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