
Quando você compra um cão, está introduzindo um novo integrante à sua família, que por sua vez é vista aos olhos do cão como uma matilha. Lembre-se de que na visão do cão somos cães também e nossa relação deve obedecer a uma hierarquia. Portanto, independentemente de raça ou tamanho, para uma convivência mais saudável com seu cão e com o resto da “matilha” ele tem que ver em você um líder forte e absoluto. Nesse caso você deve educá-lo e impôr limites para que com o tempo não surjam maiores problemas.
Educar não é fácil pois, para o proprietário, o cão é um bichinho frágil e carente e logo você se auto-afirma como pai ou mãe, dando-lhe toda proteção e carinho que você imagina que ele necessita. Só que aos olhos do cão esse comportamento é interpretado como fraqueza, pois na natureza não existe bondade ou generosidade.
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Conhecido também por período de imprint (impressão), é quando ele começa associar como deve se comportar em determinadas situações, como devem ser suas reações e onde ele conhece, de fato, o que acontecerá na sua vida toda.
Esse é o período mais importante da vida de um cão. É a fase em que ele deve entrar em contato com todas as situações possíveis, pessoas e outros cães, explorar lugares e cheiros diferentes. Se pretendemos ter um cão sociável e tranqüilo devemos aproveitar essa época e acostumá-lo com todos esses fatores.
O ideal é que um cão com essa idade entre em contato com, em média, 80 tipos físicos de pessoas diferentes (homens, mulheres, brancos, negros, com barba, idosos, crianças, magros, baixos, roupas diferentes, etc.).
O período de socialização se inicia em média na 10ª semana de vida do cão e termina na 25ª semana. Devemos deixar bem claro que esse é o período mais claro de socialização e onde ele está mais propício a todo tipo de influência mas nem por isso quando o cão atinge certa idade ele deixa de se socializar. Esse é um processo para a vida inteira e ocorre com maior intensidade nessa fase.
Essas informações são fundamentais para o desenvolvimento psicológico do cão e em não sendo feito da forma correta pode gerar agressividade, medo, insegurança, e outros problemas, inclusive no aproveitamento do adestramento.
Existem casos em que não há uma forma de solucionar em 100% o problema. Por esse motivo, procure orientação logo que adquirir um cão para evitar transtornos futuros.

À primeira vista esses problemas não tem nada em comum mas todos eles podem ser gerados pela ansiedade de separação.
O relacionamento entre cães é muito diferente da relação entre homem e cão que vemos hoje em dia. A diferença é que acabamos dando muito mais carinho do que deveríamos ao cão e achamos que isso é um bem pra ele.
Todo esse excesso de carinho e atenção acaba gerando uma dependência enorme ao ponto do cão não conseguir ficar sem seus donos e mesmo que isso pareça bom pra gente e às vezes seja encarado como “bonito” acabamos modificando o comportamento do cão e dando a ele características humanas, esse processo chama-se humanização.
Dizemos que a humanização é a responsável pela ansiedade de separação, conseqüentemente podemos dizer que são os próprios donos que alimentam esse comportamento nos seus cães, às vezes no tratamento como um todo, mimando e protegendo demais e às vezes em situações específicas, sem perceber.
Podemos citar alguns exemplos comuns que acontecem como:
Quando o cão está com medo de alguma coisa e você dá carinho imaginando encorajá-lo ou confortá-lo, ele pode interpretar de duas maneiras.
A primeira é que ele tem motivos para ficar assim e que você também está com medo o que o deixará muito mais inseguro. A segunda é que simplesmente ele deve se comportar assim caso queira ganhar seu carinho. Nesse caso você deve mostrar autoconfiança e indiferença ou estará confirmando para o seu cão o motivo do medo.
Se seu cão é medroso, ele deverá se acostumar muito gradualmente com as novas situações. Tente desviar a atenção dele do motivo do temor com atividades divertidas e brincadeiras. Se o problema persistir consulte um especialista em comportamento e bem-estar animal.

Se o cão já tem o costume de pular nas pessoas você deve proceder da seguinte forma: Quando ele pular, segure as duas patas no alto, apertando-as até causar um desconforto no cão. Mantenha por alguns segundos mesmo com o cão querendo descer e em seguida solte, sem falar nada.
Esse método faz com que o cão sinta-se inseguro e perca o interesse de pular nas pessoas.
O que ajuda bastante nesse processo também é além de ensinar o cão que não é certo pular nas pessoas, mostrar pra ele o jeito certo de recebê-las; que pode ser sentando.
Portanto ensinar o cão a sentar e premiá-lo a cada vez que ele fizer isso mostra pra ele que vale muito mais a pena agir assim e ganhar atenção e carinho do dono do que pular nas pessoas e não ganhar nada em troca.

Podemos evitar essa atitude do cão tomando algumas medidas simples como não dar atenção quando o cão morde (a barra da calça, tênis, mão, etc.). Caso ele insista em morder a sua mão, pressione o meio da língua do cão com a ponta do dedo polegar por alguns segundos, em seguida solte sem falar nada e ofereça a mão novamente para o cão. Se ele morder novamente repita o procedimento e se ele só lamber ou cheirar premie o cão com carinho ou algum petisco.
Foi provado através de estudos recentes que essa técnica não deixa seqüelas no cão e é muito eficaz.
Em seguida, para ensiná-lo a não passar, cause um estímulo negativo (uma espécie de armadilha, jogando algo que faça barulho) antes dele ultrapassar o portão. Isto irá assustá-lo e ele associará esse barulho ao fato de sair pelo portão proibido.
Existem outros métodos mais eficazes como o uso de coleira eletrônica, que deve ser usada apenas sob orientação de um profissional.
Devemos associar o chamado sempre a algo prazeroso para o cão e isso pode ser feito através de petiscos, brinquedos e carinho.
Chamando o cão e premiando-o sempre que possível ele associará o chamado a algo positivo e virá sempre feliz quando você o chamar.

Assim sendo você deve estar atento para conduzir o cão para o local onde você gostaria que ele fizesse as necessidades, assim você evitará que ele faça as necessidades no lugar errado e estará por perto para elogiar o cão se ele acertar o “banheiro”, o que ajuda muito no aprendizado.
De preferência esse local não pode ser perto de onde o cão dorme ou alimenta-se.
Caso ele faça no local errado jamais esfregue o focinho do cão no xixi ou cocô, isso é totalmente errado e não funciona como alguns imaginam. Apenas limpe bem o local, deixando-o neutro.
Os produtos tradicionalmente usados na limpeza são altamente estimulantes para o cão, utilize produtos especificamente desenvolvidos para esse fim (Herbal Vet e outros), lembrando que o único produto doméstico que é capaz de deixar o ambiente neutro é o Lysoform.
Após limpar o local, coloque uma ou mais vasilhas com água desestimulando o cão a usar esse espaço como banheiro.
Cuidado! Algumas atitudes nossas podem ajudar a desenvolver a coprofagia (ato de comer fezes) nos cães. Portanto evite limpar o cocô do cachorro diante dele. Ele pode encarar a sua limpeza rápida como uma disputa e comer as próprias fezes para escondê-las antes de você. Jamais dê bronca enquanto estiver limpando, isso pode fazer com que o cão coma suas fezes para que o dono não veja, além de gerar desconfiança e medo do dono.

A cada vez que nós mandamos o cão calar estamos respondendo ao seu chamado, e mesmo que de forma negativa, estamos dando a atenção que o cão queria.
Assim sendo, quando o cão latir ignore-o totalmente, pois mesmo se você der uma bronca ele se sentirá recompensado.
Para ensinar o cão a não latir sem necessidade cause um estímulo negativo de forma despersonalizada, você poderá fazer isso jogando água ou algo que faça barulho sem que o cão te veja.
Essa é uma das formas mais eficientes para resolver esse problema.
Essas são algumas dicas para você manter uma relação mais saudável com o seu melhor amigo.
Caso tenha mais alguma dúvida, entre em contato:
ademarvenancio@ademarvenancio.com.br
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